Chuvas intensas duplicam a incidência de raios no Pará

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Especialistas orientam a população a respeito dos cuidados que devem ser tomados dentro de casa durante as tempestades

O inverno rigoroso tem alavancado uma grande incidência de raios em todas as regiões do Pará. De acordo com um levantamento do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), só no mês de janeiro as descargas atmosféricas contabilizaram mais de 204 mil ocorrências, mais que o dobro registrado no mesmo período do ano passado. Ainda de acordo com o Censipam, o Sudeste paraense foi a região em que mais ocorreu o fenômeno neste início de ano, com destaque para Santa Maria das Barreiras, Conceição do Araguaia, Rio Maria, Floresta do Araguaia e Redenção.

Diante desse cenário, alguns cuidados devem ser redobrados na rotina doméstica. O executivo da área de segurança da Celpa, Alex Fernandes, orienta que durante as tempestades alguns cuidados são imprescindíveis. “É importante não ligar qualquer eletrodoméstico, até para evitar queimá-los; torneiras e chuveiros elétricos também não devem ser usados durante as tempestades. Antena de TV de canais abertos é a maior causa de queima de aparelhos. Por isso, desconecte o aparelho da tomada e do fio da antena”, orienta o executivo.

Os cuidados ainda incluem evitar qualquer tipo de contato com objeto que possua estrutura metálica, a exemplo da geladeira, fogões, canos, entre outros. Objetos longilíneos e com ponta tendem a atrair os raios, como a vassoura de metal. O ideal é não manusear esse tipo de material em áreas externas enquanto acontecem os temporais. Segundo especialistas, as descargas atmosféricas com maior potência costumam cair antes do início do temporal. Nesses casos, o ideal é procurar um lugar seguro logo que avistar instabilidades.

Normas federais determinam que casas e edifícios possuam proteção contra raios. Alguns aparelhos elétricos também possuem dispositivos que impede a queima. Além disso, muitos dos chuveiros são instalados com aterramento, o que significa que as cargas elétricas excedentes são dispersadas.

“Mas o ideal é esperar o fim da chuva para ligar o chuveiro e outros eletrodomésticos, pois nem sempre sabemos se essas medidas estão sendo cumpridas em nossas residências. Além disso, é importante fazer uma manutenção periódica na rede elétrica residencial ou comercial para garantir que as medidas de proteção estejam de forma correta”, reforça Alex Fernandes.

INTERRUPÇÕES – A enorme incidência de raios no território paraense neste inverno, também tem sido responsável por uma grande quantidade de interrupções no fornecimento de energia elétrica. Dados da Celpa indicam que entre os meses de dezembro de 2016 e janeiro deste ano, foram mais de três mil ocorrências de falta de energia motivadas por este fenômeno natural. Só no mês de janeiro foram mais de 1600 casos em todo o Estado.

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